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TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA: CONQUISTAS E DESAFIOS

O Transplante de Medula Óssea (TMO) é um procedimento utilizado para o tratamento de doenças hematológicas, oncológicas, reumatológicas e neurológicas. Pode-se substituir uma medula óssea
doente por uma nova sadia ou usá-la como artifício para restaurar uma medula óssea destruída por tratamento quimioterápico ou radioterápico muito agressivo, necessário para o controle de algumas doenças. O TMO começou a ser implantado em meados do século passado, porém não havia nenhuma ideia de compatibilidade entre doador e receptor, o que impediu o sucesso das primeiras experiências. Logo após a 2ª Guerra Mundial, os acidentes causados pelo desenvolvimento da tecnologia nuclear levaram a medicina a pensar na possibilidade de resgatar uma medula óssea lesada pela radiação. No início dos anos 60, foi desenvolvido o primeiro teste que permitia a seleção de possíveis doadores para um determinado paciente, chegando-se então ao conceito de histocompatilidade
entre doador e receptor, viabilizando a “medicina de transplantes”. Em 1970, foi publicado o primeiro trabalho relatando um grande número de transplantes, muitos deles bem sucedidos. Nos anos 70, com a introdução da ciclosporina, uma droga imunossupressora, deu-se um grande salto. Desde então, o número de procedimentos realizados aumenta mundialmente a cada ano.

TMO no Brasil: três décadas de evolução
No Brasil, o primeiro Transplante de Medula Óssea foi realizado em 1979. A partir da década de 90, novos centros de tratamento foram criados e hoje há aproximadamente 50 centros públicos e privados no país, concentrados principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Em 1997, os médicos Wellington Morais de Azevedo, Cláudia de Bessa Solmucci e Andréa Wandalsen Arndt Almeida, todos hematologistas, criaram o Núcleo, uma clínica em Belo Horizonte especializada em hematologia e Transplante de Medula Óssea, com a missão de oferecer à sociedade opções de atendimento compreensivo e de alta qualidade, diagnósticos e tratamentos nas áreas de hematologia, oncologia e terapia celular, com recursos tecnológicos que utilizam o estado da arte disponível. No caso do TMO, frequentemente necessário no tratamento de doenças hematológicas, tais como leucemias, mielomas e linfomas, sua realização deve ser planejada desde o início. É importante notar que o TMO não é um procedimento a ser feito em último caso. No Núcleo, todo o trabalho é executado de maneira a atender o paciente no momento adequado. Assim o tratamento é mais efi ciente, com muito mais chance de cura.

O Brasil está sintonizado com o que acontece nos grandes centros internacionais 
O País está muito avançado na prática do TMO, com serviços e profi ssionais altamente qualifi cados, não devendo nada para outros países. Atualmente, há um grande investimento na busca pelo doador, o que tem estimulado signifi cativamente os bancos de sangue de cordão umbilical e o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), a divulgar informações e promover campanhas de esclarecimento ao público.

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